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Caixa de sapato, o primeiro arquivo!

Engana-se quem pensa que arquivos e conservação de fotografia estão distantes da nossa realidade, escondidos e arquivados em Museus e Instituições. Muito difícil não encontrar nas casas de família, álbuns fotográficos antigos ou a conhecida de todos "caixa de sapato".


Foto pertencente a Colecionadora, Ana Caldatto  

O primeiro arquivo sem dúvida está em nossas casas - a nossa tentativa de manter a história da família com certeza nasce com a fotografia. As caixas que não são adequadas nos termos da Conservação vão sobrevivendo ano após ano com  suas fotografias soltas ou em pequenos álbuns que os laboratórios fotográficos oferecem. 
Nas caixas encontramos muitas semelhanças entre as famílias, que julgavam ser importante fotografar aniversários, passeios, datas festivas e o crescimento dos filhos. As diferenças estão na hora das famílias decidirem quais fotografias guardar ou não, há também as fotografias mais elaboradas tiradas em estúdios ou as mais simples feitas por fotógrafos Lambe-lambe. As mal enquadradas, desfocadas que tirávamos com a única câmera da família ou por sorte de algum amigo que a tinha.


Acervo particular Familia Xavier - Fotografia de Cássia Xavier

Através da narrativa da imagem fotográfica há dentro de cada caixa de sapato histórias das mais diversas, gerações misturadas e arquivadas como um relicário. 
O mais interessante é o evento que acontece quando a caixa é aberta e membros da família começam a relatar suas memórias despertadas pela imagem que tem em mãos. Muitas histórias repetidas mas que todos gostam de ouvir e relembrar, uma viagem ao passado e à seletiva lembrança de cada um. 







MÃES na realidade


Negra do tabuleiro carregando filho às costas, Fotografia de Christiano Júnior, s/d. Paraná

A família negra no Paraná oitocentista

"Com carinho uma homenagem para minha avó Margarida, que de tão linda chorava sorrindo!"




Arquivo Histórico de São Paulo

Acervo Fotográfico do Arquivo Histórico de São Paulo


"O acervo documental do AHSP conta com cerca de 5.000 fotografias, entre álbuns, montagens, positivos e negativos simples, que acompanham e complementam os fundos documentais existentes. Essas imagens registram principalmente as atividades da administração pública da cidade, como abertura e manutenção de vias, construção e reforma de edifícios e equipamentos públicos, instalações e desenvolvimento de atividades nas diversas áreas de atuação da prefeitura, tais como educação, saúde, esporte, lazer, meio ambiente, cerimonial, entre outras. Há também em alguns dos fundos particulares, imagens que retratam a vida pública e privada de seus titulares. Todas essas fotografias ajudam a compor a dinâmica histórica de desenvolvimento da cidade e contribuem para a preservação da memória e da identidade paulistana. "

 


 
 
Mercado Municipal de São Paulo - Escritório Ramos de Azevedo 1927 a 1930
Autor: Desconhecido

Busca no Acervo do Arquivo


Endereço: Praça Coronel Fernando Prestes, 152 - Luz - São Paulo - 01124-060
Tel: (11) 3396-6000
Segunda à sábado, das 9h às 17h.

Marc Ferrez


Negra da Bahia, 1885, foto de Marc Ferrez

"Foi um fotógrafo franco-brasileiro. Retratou cenas dos períodos do  Império e início da República, entre 1865 e 1918, sendo que seu trabalho é um dos mais importantes legados visuais daquelas épocas.
Suas obras retratam o cotidiano brasileiro na segunda metade do século XIX, principalmente da cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil. Há fotos da ilha das Cobras, da floresta da Tijuca, da praia de Botafogo, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, entre outras.
Juntamente com o fotógrafo alagoano Augusto Malta registrou imagens das transformações decorrentes da reurbanização empreendida pelo prefeito do Rio, Francisco Pereira Passos, no início do século XX."

Veja mais:  IMS - Marc Ferrez


Marc Ferrez aos 33 anos de idade, c.1876, Rio de Janeiro - RJ


Coleção D. Thereza Christina Maria

"Composta por 23 mil peças, entre livros, fotografias e documentos do Século XIX, a coleção foi doada ao Brasil por D. Pedro II, em 1891, quando o imperador já estava em seu exílio na Europa.
A Thereza Christina – que é a maior coleção de fotografia histórica existente em uma instituição pública brasileira – reúne imagens de grandes fotógrafos como Albert Frisch, Pedro Hees, Paul Nadal, Roger Fenton e Marc Ferrez.
Também contém as últimas fotos da Família Real no exterior, tiradas por Francesco Pesce, em 1888, e reproduções da pintura a óleo das princesas Isabel e Leopoldina.
Por seu grande valor histórico, o conjunto foi registrado como patrimônio documental da humanidade, em 2003."

Estação Nova Friburgo, Henschel e Benque Rio de Janeiro


As imagens podem ser vistas no site Biblioteca Nacional Digital separada por álbuns onde é possível ver detalhes mínimos do estado de conservação.



A Exposição 
Em 2003 parte desse acervo, com 220 fotos e retratos pintados a óleo pertencentes à família real, integraram a exposição De volta à luz, na sede do Banco Santos, na capital paulista. "Cópias fotográficas em Papel Albuminado. Foi este o papel mais utilizado no século nascedouro da fotografia, tradicionalmente empregado na confecção de todos os formatos clássicos daquele período, tais como o carte de visite, o carte carbinet e o estereograma, além de outros formatos menos populares." (texto dos curadores Joaquim Marçal e Rubens Fernandes)


Folheto da exposição, 2003

D.Pedro II, D. Thereza Christina Maria e comitiva junto às pirâmides, Cairo, Egito, 1871 - M.Delie & E. Bechard


D.Pedro II, Imperador do Brasil, Rio de Janeiro, 1867 - Carneiro e Gaspar



Vivian Maier

São cerca 100 mil negativos obtidas pelo seu curador John Maloof. Uma importante contribuição como acervo, e claro,  para análise do estado de conservação do material encontrado. Rolos de filmes que não foram revelados, imagens feita pela fotógrafa que não nunca foram vistas por ela, notícia esta que arrepia conservadores, arquivistas, museólogos. Aumentando ainda mais a curiosidade e o fascínio pela coleção encontrada.


May 16, 1957


Auto Retrato, 1955



January, 1956, Chicago


Site Vivian Maier
Blog Vivian Maier

Exposição “Modigliani: Imagens de uma vida”

                                                         

A exposição: Até dia 15/04/2012

Local: RIO DE JANEIRO  Museu Nacional de Belas Artes

Visitação: Terça a sexta-feira das 10 às 18hs; Sábados, domingos e feriados das 12 às 17 horas.
Ingressos: R$ 8,00 e meia: R$ 4,00. Grátis aos domingos.


Em abril chega a São Paulo (MASP)






Memória da Imprensa - Notícia sobre a ABOLIÇÃO

"O site Memória da Imprensa foi totalmente reformulado com a proposta de ter um novo formato e conteúdo mais dinâmico e atraente para o leitor."

No site é possível encontrar fatos importantes, como a notícia sobre o Decreto da abolição da escravidão no Brasil.

Sessão no Senado para votação da Lei Áurea - Antônio Luiz Ferreira

Lei Áurea



Coleção família Liljenquist

"A Guerra Civil Americana
Em 12 de abril de 1861, há exatos 150 anos, começava a Guerra Civil Americana, ainda hoje, a guerra mais sangrenta dos Estados Unidos, com mais de 600 mil mortos. Durante os quatro anos de combate, o conflito foi documentado por vários fotógrafos e a Biblioteca do Congresso Americano preserva um acervo com mais de 7.000 fotografias da época.
Este post é ilustrado por uma dessas coleções da família Liljenquist, composta por 700 fotografias em ferrótipos e ambrótipos (fotografias em suporte de metal e vidro guardadas em estojos).

Garota com roupa de luto segurando foto do seu pai, 1861-1865. (Coleção família Liljenquist/The Library of Congress)

A família americana Liljenquist amealhou a coleção ao longo dos últimos 15 anos em feiras de antiguidades, leilões, mostras da Guerra Civil e até no site de compras e leilões online eBay. Em 2010, a Biblioteca do Congresso recebeu todo esse acervo em doação e uma exposição para relembrar os 150 anos da Guerra será aberta hoje em Washington.
Infelizmente, a autoria destas fotos não é conhecida. A Biblioteca se esforça para descobrir quem são os retratados e muitos soldados já foram identificados. Impressiona nesta coleção a qualidades das peças, todas em excelente estado de preservação. Muitas são coloridas à mão. Outra fatia expressiva ilustra a maneira como os cenários e fundos artificiais eram usados na época.

A coleção Liljenquist tem um recorte específico, que a diferencia de outras dedicadas ao mesmo tema. Ela é dedicada aos retratos de soldados – alguns, extremamente elaborados (Foto 10) – e seus familiares.
Dentre as centenas de imagens da coleção, uma foto chama a atenção: uma garota com roupa de luto segurando a foto de seu pai, que morreu (Foto 14). Fica claro que, poucas décadas depois do advento da fotografia, ela já não tinha apenas um caráter técnico ou documental, mas já tinha um papel importante na vida cotidiana e na preservação da memória afetiva das pessoas comuns.
Apesar dos suportes diferentes, ambrótipo e ferrótipo são semelhantes em muitos aspectos: apresentam a mesma tonalidade bege leitosa da superfície, o mesmo ligante (colódio) e a prata como substância formadora da imagem.

Soldados, 1861-1865 Coleção Família Lijenquist

Veja abaixo como se definem as duas técnicas:
Ambrótipo = Imagem positiva direta sobre placa de vidro. A placa já revelada era colocada no estojo com um fundo preto, geralmente tecido ou cartão de papelão.

Ferrótipo = Imagem positiva direta sobre placa de ferro de baixa espessura, recoberta com verniz dos dois lados. O lado da imagem recebia um recobrimento preto ou marrom-escuro."

Texto:Alexandre Belém
Indicação:Mauricio Sapata
Matéria Blog Veja

Exposição Pinacoteca


"Convidam para abertura da nova exposição do acervo do museu, que inclui quatro mostras temporárias."
Na sala 04 uma especial homenagem aos
"Saudade pela ausência: Fotógrafos Lambe-Lambe: no parque da luz (1915 – 1935)
A exposição reunirá um conjunto com 45 postais (13 x 9cm), documentos, publicações e uma câmera original pertencentes à coleção do pesquisador Rubens Fernandes Junior nunca antes exibidos. Em algumas das imagens exibidas podemos notar, em segundo plano, o prédio da Pinacoteca. São retratos de famílias ou individuais em seus horários de lazer no parque da luz. A mostra dá continuidade à pesquisa que vem sendo realizada pelo curador sobre as questões ligadas ao retrato e sua incorporação/relação com o acervo da Pinacoteca. Com curadoria de Diógenes Moura, curador de fotografia da Pinacoteca do Estado de São Paulo."



Pinacoteca
A exposição: Dia 08/10/2011 até 15/01/2012
Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h
Ingresso combinado (Pinacoteca e Estação Pinacoteca): R$ 6,00 e R$ 3,00
Grátis aos sábados.
Estudantes com carteirinha pagam meia entrada.
Crianças com até 10 anos e idosos maiores de 60 anos não pagam.